O governo suíço detalhou planos para aumentar em cerca de US$ 20 bilhões as exigências de capital do UBS, buscando fortalecer a estabilidade financeira após a crise do Credit Suisse, mas adiou regras mais rígidas para alívio de investidores AT1.
O Conselho Federal da Suíça propôs um aumento de capital de US$ 20 bilhões para o UBS, como parte de um plano de reforma bancária mais amplo. A medida visa fortalecer a resiliência do setor financeiro suíço, após meses de lobby por parte do UBS, o maior banco do país, e em resposta às fragilidades observadas na crise do Credit Suisse. Esta proposta aprofunda o confronto entre o governo e o UBS sobre as reformas bancárias, ocorrendo antes de um teste parlamentar principal para as reformas.
Um pacote legislativo, liderado pela ministra das Finanças Karin Keller-Sutter, exigirá que o UBS dê suporte de 100% de capital para suas subsidiárias no exterior. Embora as autoridades permitam que o UBS contabilize ativos fiscais diferidos e amortize software como parte do capital regulatório, o banco tem reagido fortemente, argumentando que as novas regras prejudicarão sua competitividade global. No entanto, o governo suíço adiou planos para implementar regras bancárias mais rígidas, o que resultou na valorização dos títulos AT1 de maior risco do UBS, para alívio dos investidores.
O processo legislativo deve durar até o próximo ano, permitindo que o UBS faça lobby por alterações, com o governo alertando que poderá rever as concessões feitas caso o Parlamento enfraqueça o projeto sobre subsidiárias.
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