A inteligência artificial (IA) emerge como um fator que pode aprofundar a crise do modelo econômico e ampliar a desigualdade global, de acordo com análises da BlackRock e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Larry Fink, CEO da BlackRock, alertou que o "velho modelo do capitalismo está se fragmentando" e que a IA pode intensificar a concentração de riqueza e a desigualdade. Um relatório do PNUD, divulgado em dezembro de 2025, corrobora essa preocupação, indicando que a IA pode afetar até 40% dos empregos em todo o mundo, além de aumentar a disparidade entre nações e sociedades.
O economista Eduardo Giannetti da Fonseca, em entrevista ao podcast "O Assunto", descreveu o cenário atual como o "fim do ciclo da globalização", impulsionado pela revolução tecnológica. A discussão sobre a IA também abrange o impacto psicológico nos profissionais, que sentem a necessidade de trabalhar mais, e a influência de chatbots em processos eleitorais, como observado no Brasil. Além disso, a eficiência da IA já levou a demissões em empresas como o Snapchat, e seu uso em conflitos no Oriente Médio é objeto de disputa judicial nos Estados Unidos.
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