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IA pode aprofundar crise econômica e desigualdade, alertam BlackRock e PNUD

A inteligência artificial (IA) pode exacerbar a crise do modelo econômico atual e ampliar a desigualdade, conforme alertas da BlackRock e do PNUD.

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Foto: G1 - Economia
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22/04 às 01:01

Pontos principais

  • Larry Fink, CEO da BlackRock, afirmou que o "velho modelo do capitalismo está se fragmentando" e que a IA pode aumentar a concentração de riqueza e a desigualdade.
  • Um relatório do PNUD de dezembro de 2025 indicou que a IA pode impactar até 40% dos empregos globalmente e ampliar a desigualdade entre países e sociedades.
  • O economista Eduardo Giannetti da Fonseca descreveu o momento atual como o "fim do ciclo da globalização" devido à revolução tecnológica.
  • A discussão aborda o medo da IA levando profissionais a trabalhar mais e a influência de chatbots em eleições no Brasil.
  • Empresas como o Snapchat demitiram funcionários devido à eficiência da IA, e seu uso é tema de disputa judicial nos EUA.

A inteligência artificial (IA) emerge como um fator que pode aprofundar a crise do modelo econômico e ampliar a desigualdade global, de acordo com análises da BlackRock e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Larry Fink, CEO da BlackRock, alertou que o "velho modelo do capitalismo está se fragmentando" e que a IA pode intensificar a concentração de riqueza e a desigualdade. Um relatório do PNUD, divulgado em dezembro de 2025, corrobora essa preocupação, indicando que a IA pode afetar até 40% dos empregos em todo o mundo, além de aumentar a disparidade entre nações e sociedades.

O economista Eduardo Giannetti da Fonseca, em entrevista ao podcast "O Assunto", descreveu o cenário atual como o "fim do ciclo da globalização", impulsionado pela revolução tecnológica. A discussão sobre a IA também abrange o impacto psicológico nos profissionais, que sentem a necessidade de trabalhar mais, e a influência de chatbots em processos eleitorais, como observado no Brasil. Além disso, a eficiência da IA já levou a demissões em empresas como o Snapchat, e seu uso em conflitos no Oriente Médio é objeto de disputa judicial nos Estados Unidos.

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