Em 1976, a ditadura militar entregou uma escola pública em Foz do Iguaçu ao Colégio Anglo-Americano, iniciando um modelo de financiamento privado com recursos federais e impulsionando a expansão da instituição.

A ditadura militar, em 1976, entregou uma escola pública recém-construída em Foz do Iguaçu ao Colégio Anglo-Americano, marcando o início de um modelo de ensino privado sustentado por recursos federais. O contrato entre o Anglo-Americano, a Itaipu Binacional e a Unicon assegurava o pagamento de mensalidades para milhares de alunos, impulsionando o crescimento da instituição. Ney Suassuna, proprietário do Anglo-Americano e ex-assessor do Ministério do Planejamento durante a ditadura, utilizou seus contatos políticos para firmar o acordo sem a necessidade de licitação pública.
Após o contrato com a Itaipu, o Anglo-Americano expandiu-se consideravelmente, firmando acordos com outras estatais e estabelecendo faculdades em diversas regiões do Brasil. A construção da usina de Itaipu quadruplicou a população de Foz do Iguaçu e causou a inundação de 95 escolas, exacerbando o déficit educacional na rede pública. A Itaipu Binacional defendeu a qualidade do ensino oferecido pelo Anglo-Americano, mas não justificou a opção pelo ensino privado em detrimento da rede pública.
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