O ex-presidente Rumen Radev, de orientação pró-russa, venceu as eleições parlamentares na Bulgária com 44,7% dos votos, em um cenário de instabilidade política no país.
A coalizão de centro-esquerda Bulgária Progressista, liderada pelo ex-presidente Rumen Radev, emergiu como a vencedora das eleições parlamentares na Bulgária, conforme indicado por pesquisas de boca-de-urna e posteriormente confirmado pela comissão eleitoral central. Sua formação política conquistou 44,7% dos votos, superando significativamente o partido GERB de Boyko Borissov, que obteve 16,2%, e a coalizão pró-europeia Continuamos a mudança (PP-DB). Este resultado representa mais que o dobro do segundo colocado, consolidando a posição de Radev no cenário político búlgaro. Radev, que renunciou à presidência em janeiro para concorrer, baseou sua campanha na promessa de combater a corrupção, estabilizar os governos frágeis do país e acabar com a sequência de governos efêmeros.
A vitória de Radev, um eurocético e ex-piloto de caça que se opõe ao apoio militar à Ucrânia, marca um momento crucial para a Bulgária. O país enfrenta sua oitava eleição em cinco anos, um reflexo do cansaço dos eleitores com a instabilidade política e a percepção de corrupção, além de preocupações com o custo de vida. A campanha de Radev foi impulsionada por uma boa estrutura nas redes sociais e promessas de estabilidade, com os búlgaros demonstrando cansaço com a turbulência política e um desejo de mudança. Tanto a União Europeia quanto a Rússia parabenizaram Radev pela vitória, com a Rússia encorajada por seu desejo de negociações pragmáticas.
Para formar um governo, o partido de Radev provavelmente precisará buscar parceiros de coalizão, o que pode ser um desafio dada a fragmentação do cenário político búlgaro, mas é um cenário comum na política do país. O resultado sugere um mandato claro para a mudança, refletindo a exaustão da população com a constante instabilidade política. Embora Radev critique a adesão da Bulgária à zona do euro em janeiro, analistas não esperam que ele tente reverter a adoção da moeda ou bloquear a ajuda da UE à Ucrânia.
G1 Mundo • 20 abr, 09:50
ABC News US World • 20 abr, 07:53
ABC News US World • 20 abr, 02:40
8 mai, 05:32
1 mai, 02:05
23 abr, 07:10
20 abr, 10:07
18 abr, 02:02
Carregando comentários...