Onda de M&A biofarmacêutica: Q1 fecha em US$46,8 bi e primeira semana de abril emenda mais US$7,9 bi
Eli Lilly compra CrossBridge por até US$300 mi; Gilead paga até US$5 bi pela Tubulis e Neurocrine leva Soleno por US$2,9 bi.
Pontos principais
- Eli Lilly adquire CrossBridge Bio, de Houston, por até US$300 mi (pagamento upfront + milestone)
- CrossBridge desenvolve ADCs (conjugados anticorpo-droga) de carga dupla para oncologia
- Ativo principal CBB-120 mira TROP2 combinando inibidor de topoisomerase I e inibidor de ATR; IND prevista para 2026
- CrossBridge foi fundada em 2023 com tecnologia do prof. Kyoji Tsuchikama (UTHealth Houston); levantou US$10 mi em seed em 2024 e recebeu grant de US$15 mi do CPRIT em 2025
- Gilead Sciences acertou em 6 de abril compra da alemã Tubulis, especialista em ADCs: US$3,1 bi upfront, até US$5 bi com milestones
- Neurocrine Biosciences acertou em 6 de abril compra da Soleno por US$2,9 bi, trazendo o Vykat para síndrome de Prader-Willi
- Q1 2026 fechou com US$46,8 bi em M&A biofarmacêutico e alta de 7% no índice XBI
- Últimos 12 dias de março concentraram 7 transações acima de US$1 bi, somando US$29 bi
Três tendências convergem neste ciclo: ADCs como classe terapêutica quente (CrossBridge e Tubulis), doenças raras com preços premium (Soleno/Prader-Willi), e a grande farma usando caixa para repor pipeline frente a patentes expirando. O Q1 fechou em US$46,8 bi e a primeira semana de abril já emendou US$7,9 bi com Gilead-Tubulis e Neurocrine-Soleno.
A Eli Lilly paga por um ativo ainda pré-IND — CBB-120 da CrossBridge deve fazer pedido à FDA neste ano — e aposta em carga dupla (dois payloads em um anticorpo) para ampliar janela terapêutica e contornar resistência tumoral. A Gilead compra a Tubulis alemã por até US$5 bi para expandir o pipeline de oncologia, e a Neurocrine pega o Vykat da Soleno, aprovado para Prader-Willi (doença genética rara com mercado estreito mas pricing alto).
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