Gestão de caixa nas empresas ainda é desafio, aponta KPMG
Pesquisa da KPMG revela que, apesar de reconhecerem a importância da gestão de capital de giro, empresas brasileiras enfrentam descompasso entre discurso e prática, com baixa adoção de IA e incentivos desalinhados.
Pontos principais
- 93% dos diretores financeiros veem espaço para melhorar a gestão de capital de giro, mas apenas um terço das empresas conseguiu reduzir a necessidade de liquidez imediata.
- Contas a receber são apontadas por 42% como a variável mais crítica do ciclo de caixa.
- 72% das empresas não utilizam inteligência artificial na gestão de caixa de forma efetiva.
- Apenas 42% das empresas consideram métricas de geração de caixa relevantes para bônus executivos, limitando a transformação do capital de giro em agenda transversal.
- CFOs priorizariam tecnologia, redução de dívida e reforço de liquidez se pudessem liberar caixa hoje.
Um levantamento da KPMG aponta que a gestão de capital de giro permanece um desafio significativo para as empresas, com 93% dos diretores financeiros reconhecendo a necessidade de melhorias. Apesar disso, apenas um terço das companhias conseguiu reduzir sua necessidade de liquidez imediata. A complexidade operacional, com múltiplos prazos de recebimento e pagamentos diários, contribui para essa dificuldade, e as contas a receber são vistas como o ponto mais crítico por 42% dos entrevistados.
A pesquisa também destaca a baixa adoção de tecnologia, com 72% das empresas não utilizando inteligência artificial na gestão de caixa. Além disso, há um desalinhamento nos incentivos: embora 65% das empresas incluam métricas de geração de caixa nos bônus executivos, apenas 42% consideram esses indicadores relevantes, o que impede uma abordagem mais estruturada e de longo prazo para a cultura de caixa. Francisco Clemente, da KPMG, ressalta a lacuna entre a importância percebida e a maturidade na implementação de práticas eficazes.
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