China dribla controles de exportação dos EUA via Singapura e Malásia, mostra Nikkei Asia
Importações chinesas de equipamentos para chips via Sudeste Asiático bateram recorde em 2025 e superaram embarques diretos dos EUA, que caíram 34%.
Pontos principais
- Importações chinesas de equipamentos de semicondutores via Singapura: US$5,7 bilhões em 2025, alta de 17% ano a ano
- Via Malásia: mais do que dobraram, para US$3,4 bilhões
- Importações diretas dos EUA: caíram 34% para ~US$2 bilhões, menor patamar em 8 anos
- Compradoras chinesas acessam ferramentas de Applied Materials e Lam Research com prêmio de 25-40% via intermediários
- YMTC (maior fabricante chinês de memória NAND) planeja duas fábricas adicionais além da que será concluída este ano, mais que dobrando capacidade de 200 mil wafers/mês
- Mais de 50% do equipamento para nova fábrica da YMTC será de fornecedores domésticos como AMEC
A análise da Nikkei Asia mostra que os controles de exportação americanos estão sendo contornados por rotas indiretas, com compradoras chinesas pagando prêmio para acessar ferramentas via hubs no Sudeste Asiático. É o efeito previsível do endurecimento: volumes diretos caem, volumes reexportados explodem.
Enquanto isso, a YMTC — a maior fabricante chinesa de memória NAND — planeja dobrar a capacidade e aumentou a proporção de equipamento doméstico para mais da metade, combinando dependência contornada com substituição progressiva. A combinação dos dois dados sugere que a política americana não está fechando a porta da China, apenas encarecendo-a.
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