Sair do crédito privado agora pode ser um erro caro, diz Morgan Stanley
Um especialista do Morgan Stanley alerta que a retirada precipitada de investidores do mercado de crédito privado, avaliado em R$ 8 trilhões, pode ser um erro custoso, apesar das recentes preocupações.
Pontos principais
- O mercado internacional de crédito privado, avaliado em R$ 8 trilhões, passou por um período de ajuste e realocação de recursos.
- Vinicius Raggio, do Morgan Stanley, afirma que a preocupação atual não se sustenta e que a saída precipitada de investidores pode ser um erro.
- O bloqueio temporário de retiradas é uma medida de proteção que permite o acesso do investidor comum a essa classe de ativo.
- Casos de inadimplência foram explicados como eventos isolados e não como sinais de deterioração sistêmica do mercado.
O mercado internacional de crédito privado, que movimenta cerca de R$ 8 trilhões, tem sido alvo de preocupações e ajustes, mas um especialista do Morgan Stanley adverte que a saída de investidores neste momento pode ser um erro caro. Vinicius Raggio, do Morgan Stanley, argumenta que as preocupações atuais não se sustentam e que os riscos são inerentes a essa classe de ativo, mas os fundos possuem mecanismos de proteção.
Raggio desmistifica o bloqueio temporário de retiradas, explicando que essa medida visa proteger os investidores e não indica perda de patrimônio. Ele diferencia o crédito privado internacional de fundos multimercado agressivos, ressaltando que o bloqueio é uma característica da natureza dos ativos. Casos de inadimplência, como os de First Brands e Tricolor, foram apresentados como eventos isolados e não como indicadores de uma deterioração sistêmica do mercado.
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