Emendas parlamentares e juros da dívida apertam investimentos públicos
Um relatório do Inesc revela que a expansão das emendas parlamentares, o alto custo dos juros da dívida e as renúncias fiscais limitaram os investimentos públicos e prejudicaram políticas sociais no Orçamento Federal de 2025.
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15/04 às 09:46
Pontos principais
- O Orçamento Federal de 2025 foi impactado pela expansão das emendas parlamentares, juros da dívida e renúncias fiscais, impedindo o aumento de investimentos públicos.
- O relatório 'Orçamento e Direitos: Balanço da Execução de Políticas Públicas (2025)' do Inesc aponta que setores sociais foram os mais afetados pela redução de recursos.
- As emendas parlamentares somaram R$ 45 bilhões em 2025, representando 20% das despesas discricionárias e alterando o planejamento orçamentário.
- Os gastos com juros da dívida interna atingiram R$ 371,7 bilhões em 2025, enquanto os investimentos públicos federais foram de apenas R$ 70,8 bilhões.
- As renúncias fiscais totalizaram R$ 544 bilhões em 2025, equivalendo a 4,8% do PIB e cerca de 24% da arrecadação da União.
- A cientista política Teresa Ruas, do Inesc, critica a narrativa da austeridade e a priorização de juros altos, que restringem o financiamento de direitos.
- O Inesc defende a correção das distorções orçamentárias para ampliar políticas públicas e reduzir desigualdades, com critérios sociais e ambientais para benefícios fiscais.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Teresa Ruas (cientista política e assessora no Inesc)
Organizações
Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc)Polícia Federal (PF)Sistema Único de Saúde (SUS)
