A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, alertou que os preços da energia não devem diminuir rapidamente devido aos impactos da guerra no Irã.
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou que os preços da energia não devem diminuir rapidamente, mesmo que um cessar-fogo seja alcançado na guerra no Irã. Segundo Georgieva, a normalização da situação levará tempo devido a atrasos nas entregas e danos significativos à infraestrutura, mantendo a escassez e a pressão sobre os preços globais. O conflito causou um choque global, paralisando 13% do petróleo e 20% do gás mundial por cinco semanas.
Georgieva descreveu a alta dos preços da energia como um "imposto sobre a renda", que afeta desproporcionalmente os países importadores de energia e as nações mais pobres. Os efeitos em cadeia podem pressionar os custos de fertilizantes, transportes, remessas e alimentos. Para os Estados Unidos, o choque pode atrasar a convergência da inflação à meta, antes prevista para o início de 2027. A guerra no Irã já levou o FMI a revisar para baixo suas projeções de crescimento global para 2026.
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