Diretora-gerente do FMI diz que preços de energia não devem recuar rapidamente
A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, alerta que os preços da energia não devem recuar rapidamente devido aos danos na infraestrutura e atrasos nas entregas causados pela guerra no Irã, impactando a economia global e a inflação.
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12/04 às 19:00
Pontos principais
- Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI, afirma que os preços da energia não devem diminuir rapidamente, mesmo com um cessar-fogo na guerra no Irã.
- A normalização da situação levará tempo devido a atrasos nas entregas e danos à infraestrutura, mantendo a escassez e a pressão sobre os preços.
- O choque é descrito como global e significativo, com 13% do petróleo e 20% do gás mundial parados por cinco semanas.
- A alta dos preços da energia funciona como um "imposto sobre a renda", afetando mais os importadores de energia e países pobres.
- A escalada dos preços pode gerar efeitos em cadeia, pressionando fertilizantes, transportes, remessas e alimentos.
- Para os EUA, o choque pode atrasar a convergência da inflação à meta, antes prevista para o início de 2027.
- A guerra no Irã levou a uma revisão para baixo nas projeções de crescimento global do FMI para 2026.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Kristalina Georgieva (diretora-gerente do FMI)
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