Um laudo de avaliação econômica da SAF do Botafogo, elaborado pela Meden Consultoria, revelou uma dívida de curto prazo de R$ 1,6 bilhão, com um passivo circulante de R$ 880,7 milhões. O passivo não circulante soma R$ 1,1 bilhão, elevando a dívida total para R$ 2,7 bilhões, o que representa um risco à continuidade operacional do clube. As projeções financeiras e esportivas contidas no documento indicam que o Botafogo estará ausente da Copa Libertadores da América entre os anos de 2027 e 2035, com campanhas modestas no Campeonato Brasileiro e em outras competições.
A sustentação financeira da SAF depende principalmente da venda de atletas, que gerou R$ 733,3 milhões em 2025, com projeções de crescimento para compensar os elevados custos operacionais. Diante do desequilíbrio econômico-financeiro e dos prejuízos recorrentes, o proprietário John Textor convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para 20 de abril. A proposta é um aporte de US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 125 milhões) por meio da emissão de novas ações da SAF. Além disso, a SAF Botafogo está em atraso com o pagamento de uma parcela de R$ 1,4 milhão do Regime Centralizado de Execuções (RCE), sujeita a multas e risco de penhora de bens.
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