Apesar da estabilidade macroeconômica, a sucessão de presidentes e a instabilidade política no Peru resultaram em uma "economia zumbi", com crescimento abaixo do potencial e aumento da pobreza.
A instabilidade política no Peru tem levado a economia do país a operar em um estado de "economia zumbi", caracterizado por crescimento abaixo do potencial e aumento da pobreza, apesar de anos de estabilidade macroeconômica. Especialistas apontam que a sucessão de oito presidentes em poucos anos e a constante troca de ministros impedem a formulação e execução de políticas econômicas de longo prazo, afetando setores cruciais como a mineração. Mesmo com algum crescimento econômico registrado nos últimos anos, este não reflete a saúde geral do país, pois a base política permanece instável.
Desde 2018, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Peru tem diminuído. A pobreza no país subiu de 20% em 2019 para 27,6% em 2024, e a renda formal ainda não retornou aos níveis pré-pandemia. Problemas como corrupção e criminalidade, incluindo a mineração ilegal, agravam a situação, contribuindo para a instabilidade e impactando negativamente o cenário econômico. As próximas eleições e a renovação da diretoria do Banco Central são consideradas cruciais para que o Peru possa superar esse período de estagnação, já que a falta de estabilidade política pode comprometer o futuro econômico do país.
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