O espaço aéreo de São Paulo foi fechado na manhã de quinta-feira, 9 de abril de 2026, após um alarme de incêndio ser acionado na torre de controle do Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste (CRCEA-SE), uma falha elétrica no sistema de controle de tráfego aéreo e uma suspeita de vazamento de gás. A interrupção, que começou por volta das 8h58 e durou mais de uma hora, afetou as operações nos principais aeroportos da região, incluindo Congonhas, Guarulhos, Viracopos, Campo de Marte e o Aeroporto Executivo Catarina. Passageiros enfrentaram filas, remarcações e cancelamentos de voos devido à pane.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, informou que a suspeita de vazamento de gás na área de controle de pousos e decolagens levou à evacuação preventiva do local. Funcionários de um órgão da Força Aérea Brasileira (FAB) em São Paulo, responsável pelo controle do espaço aéreo, foram evacuados devido a essa suspeita. O problema técnico foi identificado especificamente no Controle de Aproximação (APP), órgão responsável pelo controle de tráfego aéreo. A paralisação resultou em atrasos significativos e desvios de voos, com muitos aviões com destino a São Paulo sendo redirecionados para outros aeroportos, como o Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, e Curitiba, ou retornando aos seus locais de origem. A concessionária Aena, responsável por Congonhas, informou que as operações foram suspensas entre 8h58 e 10h09.
A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou o incidente e está investigando a questão técnica, garantindo que os requisitos de segurança foram cumpridos. O ministro Tomé Franca afirmou que não houve falha das companhias aéreas ou dos aeroportos. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) acionou um protocolo de pré-crise para acompanhar os impactos, está apurando as causas do incidente, descartando risco de nova paralisação, e levantando as empresas aéreas, rotas e passageiros afetados. O diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein, descartou o risco de uma nova interrupção no espaço aéreo de São Paulo, afirmando que a situação foi controlada. O Decea recebeu o relato da falha técnica por volta das 9h30, levando à evacuação preventiva, e as operações foram retomadas gradualmente após a paralisação por segurança. A ANAC continua monitorando o desempenho operacional de companhias aéreas e aeroportos para identificar reflexos na malha aérea e avaliará novas medidas conforme a evolução da situação. As concessionárias de Guarulhos (GRU Airport) e Congonhas (Aena) estão apoiando a identificação de impactos na malha aérea. O Aeroporto de Guarulhos opera com pista única desde 29 de março devido a obras de infraestrutura programadas até 30 de abril.
InfoMoney • 9 abr, 16:46
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