A crise energética global, intensificada pela guerra no Oriente Médio e a consequente elevação dos preços do petróleo, está levando diversos países a acelerar o retorno à energia nuclear. Essa movimentação reverte decisões tomadas após o desastre de Fukushima em 2011, quando muitas nações optaram por desativar ou abandonar seus programas nucleares. A escassez de gás natural liquefeito (GNL) também contribui para a busca por alternativas energéticas mais estáveis.
Nesse cenário, países como Taiwan, que desativaria seu último reator em 2025, agora estuda reativar usinas para suprir a demanda da indústria de semicondutores. Japão e Coreia do Sul também estão acelerando a reativação e manutenção de seus reatores. Globalmente, 38 países, incluindo o Brasil, a China e a Itália, apoiam a meta de triplicar a capacidade nuclear até 2050, evidenciando uma mudança de paradigma na matriz energética mundial.
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