O assistente de IA OpenClaw, apelidado de "lagosta", causou um frenesi na China, refletindo as ambições do país em inteligência artificial e gerando debates sobre segurança e regulamentação.
O assistente de inteligência artificial OpenClaw, conhecido como "lagosta", gerou um grande entusiasmo na China, permitindo aos usuários personalizar a ferramenta para diversas tarefas, incluindo a gestão de lojas online. Desenvolvido pelo austríaco Peter Steinberger e construído com dados de domínio público, o OpenClaw se tornou uma alternativa acessível no país, onde modelos ocidentais como o ChatGPT são restritos. Sua popularidade é vista como um reflexo dos anos de investimento da China em IA e do apetite inovador da população, apesar das restrições tecnológicas.
O governo chinês tem incentivado o uso do OpenClaw em empresas e indústrias, oferecendo subsídios e alinhando-se à estratégia nacional "AI Plus" para integrar a IA em diversos setores. No entanto, o entusiasmo vem acompanhado de preocupações com os custos de uso e riscos de segurança, levando autoridades de cibersegurança a emitir alertas e, em alguns casos, proibir a instalação da ferramenta. A ascensão do OpenClaw também se insere na "Guerra dos 100 Modelos" de IA na China, que demonstra a intensa concorrência para diminuir a distância em relação às plataformas ocidentais, e é vista como uma forma de combater o desemprego juvenil e a ansiedade de ficar para trás na era da inteligência artificial.
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