Yann LeCun, um dos pioneiros da inteligência artificial, critica a dependência do Vale do Silício em LLMs, alertando para um possível beco sem saída e o avanço de empresas chinesas com abordagens diversas.
Yann LeCun, cientista da computação e figura proeminente no campo da inteligência artificial, expressou preocupação com o que ele descreve como o "efeito manada" no Vale do Silício, onde o foco exclusivo em Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) estaria levando o desenvolvimento da IA a um beco sem saída. Segundo LeCun, os LLMs, embora avançados, não são o caminho para a superinteligência ou inteligência em nível humano, pois carecem da capacidade de planejar e compreender a complexidade do mundo físico. Ele alerta que essa abordagem limitada pode fazer com que empresas chinesas, mais dispostas a experimentar outras estratégias, avancem mais rapidamente na corrida global da IA.
LeCun, que deixou a Meta para fundar a AMI Labs com o objetivo de explorar novas tecnologias que permitam à IA prever resultados de suas ações, enfatiza a importância da abertura de código para o progresso do setor e a mitigação de riscos. Sua crítica ressalta um debate crescente sobre os rumos da pesquisa em inteligência artificial, questionando se a atual concentração em LLMs está desviando recursos e talentos de abordagens mais promissoras para alcançar uma IA verdadeiramente robusta e inteligente.