São Paulo amplia monitoramento ambiental por satélite em 9 vezes
O estado de São Paulo intensificou o monitoramento ambiental por satélite, aumentando a frequência de fiscalização e a detecção de alterações na vegetação nativa.
Pontos principais
- A Semil de São Paulo ampliou em 9 vezes a capacidade de monitoramento ambiental por satélite (Mais).
- A frequência de monitoramento do território paulista passou de 2 para 18 vezes ao ano em 2025.
- Entre 2023 e 2025, foram identificadas 2.741 alterações na vegetação nativa, totalizando 5.392 hectares com intervenção ambiental.
- 91% das ocorrências identificadas foram fiscalizadas, resultando em 1167 autuações ambientais.
- 87% das alterações ocorreram na Mata Atlântica, e o estado registra mais áreas em regeneração do que em supressão.
O estado de São Paulo aprimorou significativamente seu sistema de monitoramento ambiental, aumentando em nove vezes a capacidade de fiscalização por satélite. A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) utiliza a ferramenta Mais, que emprega imagens de satélite e dados geoespaciais para identificar alterações na vegetação nativa. A frequência de monitoramento do território paulista, que era de duas vezes ao ano entre 2015 e 2022, passará para 18 vezes anuais em 2025.
Essa intensificação resultou na identificação de 2.741 alterações na vegetação nativa entre 2023 e 2025, abrangendo 5.392 hectares. A maioria dessas ocorrências, 84%, são de pequena escala, com até um hectare, diferentemente do padrão de desmatamento em grandes áreas observado nacionalmente. Do total de ocorrências, 91% foram fiscalizadas, levando a 1.167 autuações ambientais. A Mata Atlântica foi a mais afetada, concentrando 87% das alterações, embora o estado registre mais áreas em regeneração do que em supressão de vegetação nativa.
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