O estado de São Paulo intensificou o monitoramento ambiental por satélite, aumentando a frequência de fiscalização e a detecção de alterações na vegetação nativa.
O estado de São Paulo aprimorou significativamente seu sistema de monitoramento ambiental, aumentando em nove vezes a capacidade de fiscalização por satélite. A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) utiliza a ferramenta Mais, que emprega imagens de satélite e dados geoespaciais para identificar alterações na vegetação nativa. A frequência de monitoramento do território paulista, que era de duas vezes ao ano entre 2015 e 2022, passará para 18 vezes anuais em 2025.
Essa intensificação resultou na identificação de 2.741 alterações na vegetação nativa entre 2023 e 2025, abrangendo 5.392 hectares. A maioria dessas ocorrências, 84%, são de pequena escala, com até um hectare, diferentemente do padrão de desmatamento em grandes áreas observado nacionalmente. Do total de ocorrências, 91% foram fiscalizadas, levando a 1.167 autuações ambientais. A Mata Atlântica foi a mais afetada, concentrando 87% das alterações, embora o estado registre mais áreas em regeneração do que em supressão de vegetação nativa.
4 abr, 10:02
4 abr, 08:02
13 mar, 15:02
6 mar, 18:01
4 fev, 08:02