Rogélio Golfarb, ex-presidente da Anfavea, projeta que as marcas chinesas representarão 35% das vendas de veículos no Brasil até 2035, impulsionadas por sua competitividade e integração produtiva.
As marcas chinesas de veículos podem alcançar um terço das vendas no Brasil dentro de dez anos, de acordo com projeções de Rogélio Golfarb, ex-presidente da Anfavea. Ele estima que a participação chinesa, que foi de 10% no ano passado, dobrará para 20% até 2030 e atingirá 35% até 2035. Essa expansão é impulsionada pela competitividade das montadoras chinesas, que se beneficiam de custos mais baixos na importação de componentes tecnológicos, como baterias e semicondutores, e de uma integração produtiva em larga escala.
Golfarb ressalta que as marcas chinesas que chegam ao Brasil são grandes players globais, caracterizando-as como um "dream team" que veio para ficar. A entrada dessas empresas em diversos segmentos, incluindo veículos de entrada, picapes, vans e caminhões, sinaliza uma disrupção na indústria automotiva, que, segundo ele, não retornará ao seu estado anterior. Essa mudança já se reflete em associações entre montadoras veteranas e marcas asiáticas.
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