Famílias de Felipe de Almeida Borges e Gustavo Rodrigo Faria Mazzocato enfrentam dificuldades burocráticas e financeiras para repatriar os corpos de seus filhos, mortos na guerra da Ucrânia, enquanto o Itamaraty confirma 23 óbitos e 44 desaparecidos.
O drama de famílias brasileiras que perderam seus filhos na guerra da Ucrânia se intensifica com a dificuldade na repatriação dos corpos. Felipe de Almeida Borges e Gustavo Rodrigo Faria Mazzocato, ambos de 25 anos, morreram em combate, deixando seus familiares em uma batalha burocrática e financeira para trazer seus restos mortais de volta ao Brasil. Felipe foi morto por um drone russo em janeiro, enquanto Gustavo faleceu em Donbass após se alistar e tentar desistir devido às condições precárias. As mães e esposas relatam a falta de informações e o alto custo do processo, que pode chegar a R$ 100 mil.
O Ministério das Relações Exteriores confirmou a morte de 23 brasileiros e o desaparecimento de outros 44 no conflito, mas não possui dados sobre o número total de brasileiros engajados. A ausência de atestados de óbito e a complexidade dos trâmites internacionais dificultam a repatriação, que, em casos excepcionais, pode receber auxílio do governo federal. As famílias de Felipe e Gustavo não têm detalhes sobre contratos ou pagamentos de seus filhos, adicionando mais uma camada de incerteza e sofrimento a essa dolorosa situação.