A União reconheceu a situação de emergência em saúde pública em Dourados, Mato Grosso do Sul, devido ao avanço da chikungunya. A medida, oficializada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, permite que a prefeitura local tenha maior autonomia para implementar ações de combate à doença, inclusive na reserva indígena da cidade. O prefeito Marçal Filho já havia decretado emergência municipal na última sexta-feira (27).
Em resposta ao cenário epidemiológico preocupante, Mato Grosso do Sul foi incluído em um projeto piloto nacional de vacinação contra chikungunya. O projeto, conduzido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Butantan, terá foco inicial nas comunidades indígenas de Dourados, que registraram 1.168 casos prováveis, 629 confirmados, 7 internações e 5 óbitos até 26 de março. Equipes do Ministério da Saúde e do Instituto Butantan realizarão capacitação de profissionais de saúde no estado para a aplicação da vacina, que está na fase 4 de monitoramento e é utilizada de forma controlada no Brasil.
A chikungunya é uma arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e seus sintomas incluem febre, dores articulares intensas e manchas vermelhas na pele. A doença pode evoluir em fases febril/aguda, pós-aguda e crônica, sendo o tratamento focado no alívio dos sintomas, sem um antiviral específico disponível.
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