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Coreia do Norte testa motor de míssil de alta potência

A Coreia do Norte realizou um teste de motor de combustível sólido de alta potência para mísseis, indicando avanço na capacidade de atingir o território continental dos EUA.

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Foto: G1 Mundo
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29/03 às 01:00 · atualizado 10:01

Pontos principais

  • O teste do motor de combustível sólido de alta potência foi supervisionado por Kim Jong-un.
  • A agência estatal KCNA reportou que o motor alcançou um empuxo máximo de 2.500 quilotoneladas.
  • Especialistas sugerem que a maior potência pode permitir a instalação de múltiplas ogivas em um único míssil.
  • O teste faz parte do programa de expansão militar de cinco anos da Coreia do Norte.
  • Mísseis movidos a combustível sólido são mais difíceis de detectar antes do lançamento, pois dispensam o tempo de abastecimento.
  • Kim Jong-un prometeu consolidar o status nuclear do país e acusou os EUA de "terrorismo de Estado e agressão".

A Coreia do Norte realizou um teste bem-sucedido de um motor de combustível sólido de alta potência para mísseis, com a presença do líder Kim Jong-un. O evento marca um avanço significativo no programa de mísseis do país, que busca modernizar seu arsenal e aumentar a capacidade de atingir o território continental dos Estados Unidos. A agência estatal KCNA informou que o motor, que utiliza materiais compostos de fibra de carbono, atingiu um empuxo máximo de 2.500 quilotoneladas, um aumento notável em relação a testes anteriores.

Analistas de defesa indicam que o aumento da potência pode permitir que os mísseis norte-coreanos carreguem múltiplas ogivas, elevando a ameaça estratégica. Este teste está alinhado com o plano de expansão militar de cinco anos da Coreia do Norte, focado no aprimoramento de mísseis balísticos intercontinentais com capacidade nuclear. Mísseis movidos a combustível sólido são considerados mais difíceis de detectar antes do lançamento, pois dispensam o tempo de abastecimento. Kim Jong-un reiterou o compromisso de consolidar o status nuclear do país, acusando os EUA de "terrorismo de Estado e agressão", e a Coreia do Norte tem intensificado seu programa nuclear desde o fracasso das negociações com o então presidente Donald Trump em 2019.

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