Caminhada do Silêncio em São Paulo denuncia violência de estado
Centenas de pessoas participaram da 6ª Caminhada do Silêncio em São Paulo para denunciar a violência de estado, relembrar crimes da ditadura militar e exigir memória, verdade e justiça.
Pontos principais
- A 6ª Caminhada do Silêncio ocorreu em São Paulo, partindo do antigo DOI-Codi/SP até o Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos.
- O evento foi organizado pelo Movimento Vozes do Silêncio, Instituto Vladimir Herzog e Núcleo de Preservação da Memória Política.
- Familiares de vítimas e mais de 30 organizações da sociedade civil participaram do ato, que teve como mote "aprender com o passado para construir o futuro".
- A caminhada denunciou a repetição das violências de estado e a herança de impunidade da ditadura militar, clamando por memória, verdade e justiça.
- Foi destacada a possibilidade de afastar a aplicação da Lei da Anistia em casos de crimes permanentes, como ocultação de cadáver.
A 6ª Caminhada do Silêncio reuniu centenas de pessoas em São Paulo para denunciar a violência de estado e exigir memória, verdade e justiça. O evento, que partiu do antigo DOI-Codi/SP e seguiu até o Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, foi organizado pelo Movimento Vozes do Silêncio, Instituto Vladimir Herzog e Núcleo de Preservação da Memória Política. Com a participação de familiares de vítimas e mais de 30 organizações da sociedade civil, o ato teve como mote "aprender com o passado para construir o futuro", ressaltando a importância de discutir os impactos da ditadura militar no presente e a necessidade de fortalecer a democracia.
Durante a caminhada, foi reforçada a denúncia sobre a repetição das violências de estado e a herança de impunidade da ditadura militar. Lorrane Rodrigues e Rogério Sotilli, do Instituto Vladimir Herzog, enfatizaram a importância do evento como uma resposta coletiva ao autoritarismo e às tentativas de apagamento da história. O manifesto lido no local clamou para que a violência de estado nunca mais se repita, destacando a possibilidade de afastar a aplicação da Lei da Anistia em casos de crimes permanentes, como a ocultação de cadáver.
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