Um estudo recente revelou que a adoção e a persistência do trabalho escravo foram os principais fatores para a estagnação do Produto Interno Bruto (PIB) per capita no Brasil entre os séculos XVII e XIX. A pesquisa, que reconstrói o PIB per capita do país de 1574 a 1920, indica que a economia brasileira deixou de convergir com nações mais ricas no século XVII, retomando o crescimento consistente apenas na segunda metade do século XIX.
Os autores apontam que o sistema escravista criou uma dinâmica de salários baixos, pouca adoção de tecnologia e produtividade limitada. Isso ocorreu por meio de três mecanismos: a subsistência dos escravizados, a pressão sobre os salários dos trabalhadores livres e o desestímulo à inovação. Apenas com o enfraquecimento do tráfico de escravizados, a economia brasileira começou a registrar ganhos de produtividade mais consistentes, fornecendo uma base empírica para o debate sobre o atraso econômico do Brasil.
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