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Estudo liga escravidão à estagnação do PIB per capita no Brasil

Um estudo recente liga a adoção e persistência do trabalho escravo à estagnação do PIB per capita no Brasil entre os séculos XVII e XIX, impactando a trajetória de baixa renda do país.

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28/03 às 14:26

Pontos principais

  • Um estudo reconstrói o PIB per capita do Brasil entre 1574 e 1920, apontando a escravidão como principal causa da estagnação econômica.
  • A pesquisa indica que o Brasil deixou de convergir com economias mais ricas no século XVII e só retomou o crescimento consistente na segunda metade do século XIX.
  • O trabalho escravo criou uma dinâmica de salários baixos, baixa adoção de tecnologia e produtividade limitada, segundo os autores.
  • Três mecanismos são apontados: subsistência dos escravizados, pressão sobre salários de trabalhadores livres e desestímulo à inovação.
  • A economia brasileira começou a registrar ganhos de produtividade mais consistentes com o enfraquecimento do tráfico de escravizados.
  • Os resultados dialogam com interpretações clássicas de Celso Furtado e Nathaniel Leff sobre o atraso econômico brasileiro.
  • O estudo oferece uma base empírica ampla para o debate sobre o afastamento do Brasil das economias desenvolvidas.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Guilherme Lambais (economista)Nuno Palma (economista)Celso FurtadoNathaniel Leff (economista)

Organizações

Folha de S. Paulo

Lugares

Brasil