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Medicamentos 'engavetados' podem gerar bilhões e salvar vidas

Medicamentos experimentais descartados por grandes farmacêuticas podem ser a chave para tratamentos de doenças raras, gerando bilhões e impulsionando novas startups de biotecnologia.

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Foto: InfoMoney
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26/03 às 06:01

Pontos principais

  • Medicamentos experimentais "engavetados" por grandes farmacêuticas podem tratar doenças raras e negligenciadas.
  • A SpringWorks Therapeutics transformou um composto descartado da Pfizer em um medicamento aprovado e foi adquirida pela Merck por US$ 3,4 bilhões.
  • Estima-se que mais de 5.000 possíveis medicamentos foram descontinuados por razões não relacionadas à segurança ou eficácia.
  • A Children’s Tumor Foundation identificou cerca de 30 medicamentos "engavetados" que poderiam ajudar pacientes com neurofibromatose.
  • Colaboração entre indústria, academia e organizações sem fins lucrativos é crucial para desenvolver esses ativos.

Medicamentos experimentais que foram descontinuados por grandes farmacêuticas, mas não por razões de segurança ou eficácia, representam uma oportunidade significativa para o tratamento de doenças raras e negligenciadas. O caso da SpringWorks Therapeutics exemplifica esse potencial, ao transformar um composto descartado da Pfizer em um medicamento aprovado, resultando em sua aquisição pela Merck por US$ 3,4 bilhões. Estima-se que mais de 5.000 desses compostos estejam "engavetados", podendo ser terapias para condições sem tratamento.

O desenvolvimento de um mercado funcional para esses ativos e a colaboração estruturada entre a indústria, academia e organizações sem fins lucrativos são essenciais para impulsionar uma nova onda de startups de biotecnologia. A Children’s Tumor Foundation, por exemplo, já identificou cerca de 30 medicamentos "engavetados" que poderiam beneficiar pacientes com neurofibromatose, destacando a importância de explorar esses recursos para salvar milhões de vidas e gerar bilhões em valor.

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