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Brasil apresenta 1º caça supersônico Gripen produzido no país

O primeiro caça supersônico F-39E Gripen fabricado integralmente no Brasil foi apresentado, marcando um avanço na capacidade industrial e de defesa nacional, com demonstração de eVTOL da Embraer.

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Foto: G1 - Economia
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25/03 às 12:03 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • O caça F-39E Gripen foi apresentado em cerimônia em Gavião Peixoto (SP), com a presença do Presidente Lula.
  • A produção é resultado de uma parceria de transferência tecnológica entre a sueca Saab, a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Embraer.
  • A FAB encomendou 36 unidades à Saab, sendo 15 com produção local no Brasil, em um investimento de US$ 4 bilhões.
  • A aeronave, que substitui os antigos caças F-5, pode atingir 2,4 mil km/h e já está em alerta de defesa aérea.
  • A produção nacional do Gripen coloca o Brasil entre as nações com capacidade de desenvolver e produzir aeronaves de combate complexas.
  • O programa já gerou mais de 2 mil empregos diretos e cerca de 10 mil indiretos, impulsionando a Base Industrial de Defesa (BID).
  • Durante o evento, a Embraer realizou um voo de demonstração de seu eVTOL, da subsidiária Eve Air Mobility, que aguarda certificação para operar comercialmente em 2027.

O Brasil apresentou o primeiro caça supersônico F-39E Gripen produzido integralmente no país, em uma cerimônia realizada em Gavião Peixoto, São Paulo. O evento contou com a presença do Presidente Lula, da embaixadora da Suécia Karin Wallensteen, do ministro da Defesa José Múcio e do vice-presidente Geraldo Alckmin. Este marco é fruto de uma parceria de transferência tecnológica entre a empresa sueca Saab, a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Embraer, consolidando um avanço significativo na capacidade industrial e de defesa nacional. A FAB encomendou 36 unidades do Gripen à Saab, das quais 15 serão fabricadas localmente, com um investimento total de US$ 4 bilhões.

A produção nacional do Gripen representa um avanço significativo, colocando o Brasil entre as nações com capacidade de desenvolver e produzir aeronaves de combate complexas. O projeto visa fortalecer a soberania aérea, reduzir a dependência estrangeira e impulsionar a Base Industrial de Defesa (BID) através da transferência de tecnologia e qualificação profissional. O programa já gerou mais de 2 mil empregos diretos e cerca de 10 mil indiretos, integrando a indústria nacional à cadeia global do setor. O caça, que substitui os antigos F-5, pode atingir 2,4 mil km/h e já está em alerta de defesa aérea para proteção do espaço aéreo da capital federal.

Durante o mesmo evento, a Embraer realizou um voo de demonstração de seu "carro voador" (eVTOL), desenvolvido pela subsidiária Eve Air Mobility. O protótipo aguarda certificação da Anac para operar comercialmente, com previsão de início de operações em 2027. Os eVTOLs, produzidos em Taubaté (SP), têm capacidade para cinco pessoas e autonomia de 100 km, visando trajetos urbanos curtos. A Eve Air Mobility projeta uma frota mundial de 30 mil eVTOLs e uma receita de US$ 280 bilhões até 2045.

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