Criminosos estão utilizando dados pessoais para desviar restituições do Imposto de Renda, cadastrando CPFs de vítimas como chaves Pix em contas fraudulentas.
Um novo golpe envolvendo o desvio de restituições do Imposto de Renda por meio da chave Pix de CPF acende um alerta para contribuintes e especialistas. Criminosos utilizam dados pessoais para abrir contas em nome de terceiros e vincular os CPFs das vítimas como chaves Pix, redirecionando os valores para contas fraudulentas. A Receita Federal permite o pagamento da restituição via Pix usando o CPF, uma medida que visa acelerar os pagamentos e reduzir erros.
Casos reais de vítimas, como a jornalista Amanda Pinheiro de Oliveira e o porteiro Aldair José Fernandes, ilustram a fragilidade do sistema e a dificuldade em recuperar os valores desviados. Especialistas apontam que a responsabilidade pela falha na segurança pode recair sobre as instituições financeiras e, em casos sistêmicos, até sobre a Receita Federal. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma que não é possível cadastrar chave Pix de CPF em conta de titularidade diferente e atribui as fraudes a golpes de engenharia social. A principal recomendação para evitar o golpe é cadastrar previamente a chave Pix com CPF em uma conta própria e consultar o sistema Registrato do Banco Central. Em caso de fraude, é essencial acionar o banco, a Receita Federal, o Banco Central e registrar um boletim de ocorrência.
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