A China, através de seu principal diplomata, Wang Yi, busca fortalecer as relações com os EUA em 2026, apesar da guerra com o Irã e tensões sobre Taiwan.
A China, por meio de seu principal diplomata, Wang Yi, expressou que 2026 pode ser um ano decisivo para as relações com os Estados Unidos, apesar da guerra em curso com o Irã e das ameaças de Donald Trump. Pequim busca proteger seu relacionamento com Washington, mesmo mantendo sua parceria com Teerã, e está vulnerável à instabilidade no Oriente Médio, que afeta os preços do petróleo. Wang Yi pediu um cessar-fogo no conflito e indicou que as hostilidades não afetarão a visita de Trump à China no final de março, onde acordos comerciais importantes devem ser anunciados.
A prioridade da China em distender as relações com Washington se deve ao crescimento interno mais lento e à resistência global às suas exportações, buscando estabilizar o ambiente externo para o comércio. Contudo, a falta de apoio significativo a aliados como o Irã pode minar a credibilidade da Iniciativa de Segurança Global chinesa. Paralelamente, Wang Yi reiterou a reivindicação da China sobre Taiwan, alertando contra qualquer tentativa de independência e criticando a venda de armas dos EUA para a ilha, mantendo a tensão em um ponto crucial da diplomacia bilateral.