A peça "Medea depois do Sol", inspirada na tragédia grega de Eurípedes, estreia no Sesc Ipiranga, explorando maternidade, violência de gênero e ecofeminismo.
A peça "Medea depois do Sol", uma adaptação contemporânea da tragédia grega de Eurípedes, fará sua estreia no Sesc Ipiranga, em São Paulo, de 6 a 29 de março. Escrita e interpretada por Luciana Lyra, a obra mergulha em temas como violência de gênero, maternidade e a exploração da natureza, sob uma perspectiva ecofeminista e latino-americana. A produção destaca-se por sua equipe de criação predominantemente feminina, que inclui as diretoras Ana Cecília Costa e Kátia Daher, e a compositora Alessandra Leão.
A pesquisa para a peça envolveu uma extensa investigação, com workshops e conversas com mulheres em diversos países da América Latina, além de pesquisa de campo em Tejucupapo (PE) e no Equador. Essa abordagem permitiu à dramaturga conectar a figura mítica de Medeia às experiências reais de opressão e resistência de mulheres latinas, especialmente no que tange à maternidade e à defesa de recursos naturais. Os ingressos para o espetáculo variam de R$ 15 a R$ 50.