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EUA acusam China de operar instalações com potencial militar na América Latina, incluindo Brasil

Uma comissão do Congresso dos EUA acusa a China de operar instalações espaciais na América Latina, incluindo duas no Brasil, com potencial uso militar, gerando preocupação sobre a hegemonia militar americana na região.

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Foto: G1 Mundo
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05/03 às 01:00 · atualizado 12:01

Pontos principais

  • Relatório do Congresso dos EUA aponta que a China opera uma rede de instalações espaciais na América Latina com potencial uso militar, ameaçando a hegemonia americana.
  • As instalações brasileiras citadas são a Estação Terrestre de Tucano (Bahia) e um laboratório de radioastronomia na Serra do Urubu (Paraíba).
  • A unidade da Bahia, resultado de um contrato de 2020 na gestão Bolsonaro, envolve a startup Alya Nanossatélites e a chinesa Beijing Tianlian Space Technology, com preocupação sobre o envolvimento da FAB.
  • Os congressistas americanos temem que essas bases permitam à China vigiar e potencialmente interromper operações espaciais e militares adversárias, além de coletar dados estratégicos.
  • A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados do Brasil já solicitou esclarecimentos ao Ministério da Defesa sobre as atividades na estação de Tucano.

Uma comissão do Congresso dos Estados Unidos levantou sérias preocupações sobre a presença chinesa na América Latina, acusando Pequim de operar instalações espaciais com potencial uso militar na região, incluindo duas no Brasil. O relatório, intitulado "China em nosso quintal dos fundos: volume 2", destaca a estação de Tucano, na Bahia, e um laboratório de radioastronomia na Paraíba como locais que poderiam ser usados para coletar informações e fortalecer as capacidades militares chinesas, ameaçando a hegemonia militar americana.

A comissão expressou alarme com a transferência de dados e tecnologia, especialmente na estação de Tucano, estabelecida em 2020 com uma empresa chinesa e envolvendo a startup Alya Nanossatélites e a chinesa Beijing Tianlian Space Technology. Diante dessas preocupações, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados do Brasil já solicitou explicações ao Ministério da Defesa sobre a estação baiana, enquanto a comissão dos EUA recomenda que o governo Trump atue para eliminar a infraestrutura espacial chinesa no Hemisfério Ocidental, sugerindo o uso da "diplomacia de inteligência" para convencer países latino-americanos a romperem laços com a China.

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