Uma pesquisa revela que dois terços das empresas que utilizam inteligência artificial não controlam adequadamente todos os seus dados, criando brechas de segurança e aumentando o risco de incidentes cibernéticos.
Uma pesquisa global recente aponta que a rápida adoção da inteligência artificial (IA) pelas empresas está acompanhada de uma preocupante falta de controle sobre os dados. Dois terços das organizações que empregam IA não conseguem mapear a totalidade de suas informações, o que as expõe a riscos cibernéticos significativos. Apenas 34% das empresas têm visibilidade completa de onde seus dados estão, enquanto 61% consideram a IA o principal vetor de ameaças à segurança, dada a amplitude de acesso que esses sistemas automatizados demandam.
Essa lacuna na gestão de dados é agravada pela falta de criptografia em quase metade dos dados sensíveis e pela prevalência do roubo de credenciais como principal método de ataque a infraestruturas em nuvem. Sébastien Cano, da Thales, alerta que a IA pode acelerar a exposição de fragilidades de segurança de forma mais rápida do que a capacidade humana de resposta. Além disso, a ascensão de deepfakes e desinformação gerada por IA já impacta quase 60% das empresas, enquanto apenas 30% delas destinam orçamentos específicos para a segurança de IA, confiando em abordagens de segurança tradicionais que podem ser insuficientes para os desafios emergentes.