O Corporate Venture Capital (CVC) no Brasil amadurece, mas a ABCVC alerta para a confusão com M&A e a necessidade de governança e alinhamento estratégico para o sucesso.
O cenário do Corporate Venture Capital (CVC) no Brasil demonstra sinais de amadurecimento, após um período de retração que afetou também o venture capital tradicional. Contudo, a Associação Brasileira de Corporate Venture Capital (ABCVC) e especialistas alertam para desafios persistentes, como a frequente confusão entre CVC e fusões e aquisições (M&A). Leonardo Monte, presidente da ABCVC, ressalta que o CVC deve ser encarado como uma estratégia de longo prazo focada em inovação e resolução de desafios corporativos, e não primariamente como um investimento para retorno financeiro imediato.
A clareza estratégica e uma governança robusta são cruciais para o sucesso dos programas de CVC, sendo a ausência desses elementos apontada como principal causa de fracasso. A professora Liliam Carrete, da FIA/USP, complementa que a participação minoritária das corporações em startups é fundamental para garantir a liberdade de inovação. Diante desse contexto, a ABCVC e a FIA/USP estão colaborando para desenvolver programas de formação de executivos e pesquisas, visando estabelecer melhores práticas e fornecer dados confiáveis para o mercado brasileiro de CVC, além de educar startups sobre as distinções entre investidores CVC e VC.