Family offices enfrentam resistência para investir em venture capital
Family offices brasileiros encontram dificuldades em convencer famílias a investir em venture capital devido às altas taxas de juros e à "curva J", apesar do potencial de longo prazo.
Pontos principais
- Altas taxas de juros no Brasil (Selic a 14,75%) tornam a renda fixa mais atrativa que o venture capital.
- A maioria dos investidores em venture capital no Brasil são family offices, que gerenciam patrimônios de famílias com negócios tradicionais.
- A "curva J", que representa retornos negativos iniciais em investimentos de risco, incomoda investidores mesmo sofisticados.
- A expectativa é que a queda das taxas de juros melhore o cenário para ativos de risco, mas a Selic é projetada a 10% apenas em 2028.
- A chegada de novas gerações ao controle do patrimônio familiar é vista como uma oportunidade para o venture capital.
Family offices no Brasil enfrentam desafios para direcionar investimentos de famílias para o setor de venture capital, conforme discutido no painel "The Capital Allocators: How Multi Family Offices Decide" no South Summit. A principal barreira é a atratividade da renda fixa, impulsionada pela taxa Selic a 14,75%, que oferece retornos imediatos e seguros em comparação com o capital de risco. A "curva J", que descreve um período inicial de retornos negativos antes de um crescimento potencial, também contribui para a hesitação dos investidores.
Embora a queda das taxas de juros seja esperada para melhorar o cenário para ativos de risco, as projeções indicam que a Selic atingirá 10% somente em 2028. No entanto, a transição geracional nos family offices é vista como um fator positivo, com as novas gerações demonstrando maior abertura a investimentos em novas tecnologias e de risco, o que pode impulsionar o venture capital no futuro.
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