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Family offices enfrentam resistência para investir em venture capital

Family offices brasileiros encontram dificuldades em convencer famílias a investir em venture capital devido às altas taxas de juros e à "curva J", apesar do potencial de longo prazo.

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Foto: InfoMoney
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26/03 às 13:05

Pontos principais

  • Altas taxas de juros no Brasil (Selic a 14,75%) tornam a renda fixa mais atrativa que o venture capital.
  • A maioria dos investidores em venture capital no Brasil são family offices, que gerenciam patrimônios de famílias com negócios tradicionais.
  • A "curva J", que representa retornos negativos iniciais em investimentos de risco, incomoda investidores mesmo sofisticados.
  • A expectativa é que a queda das taxas de juros melhore o cenário para ativos de risco, mas a Selic é projetada a 10% apenas em 2028.
  • A chegada de novas gerações ao controle do patrimônio familiar é vista como uma oportunidade para o venture capital.

Family offices no Brasil enfrentam desafios para direcionar investimentos de famílias para o setor de venture capital, conforme discutido no painel "The Capital Allocators: How Multi Family Offices Decide" no South Summit. A principal barreira é a atratividade da renda fixa, impulsionada pela taxa Selic a 14,75%, que oferece retornos imediatos e seguros em comparação com o capital de risco. A "curva J", que descreve um período inicial de retornos negativos antes de um crescimento potencial, também contribui para a hesitação dos investidores.

Embora a queda das taxas de juros seja esperada para melhorar o cenário para ativos de risco, as projeções indicam que a Selic atingirá 10% somente em 2028. No entanto, a transição geracional nos family offices é vista como um fator positivo, com as novas gerações demonstrando maior abertura a investimentos em novas tecnologias e de risco, o que pode impulsionar o venture capital no futuro.

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