O governo chinês estabeleceu sua meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 em uma faixa entre 4,5% e 5%. Esta definição, anunciada pelo primeiro-ministro Li Qiang durante a abertura da Assembleia Nacional Popular (ANP), representa a menor meta de crescimento anual em décadas, com exceção de 2020, quando não houve meta devido à pandemia de covid-19. A decisão reflete a prolongada crise no setor imobiliário, a estagnação do consumo e as incertezas externas, como riscos geopolíticos e ameaças ao comércio livre.
Além da meta econômica, Pequim anunciou um aumento de 7% no orçamento de defesa, totalizando 1,9 trilhão de yuans (US$ 276,8 bilhões). Este aumento visa contrabalançar os Estados Unidos e reforçar as reivindicações chinesas sobre Taiwan e o Mar da China Meridional. O relatório governamental destaca um desequilíbrio entre oferta forte e demanda fraca, além da necessidade de transição para novos motores de crescimento, com foco em ajustes estruturais e prevenção de riscos. A meta visa dar margem para reformas no primeiro ano do plano quinquenal, que definirá as prioridades políticas e econômicas da China até 2030, incluindo o reforço da economia doméstica e a priorização do consumo interno.
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