A Oncoclínicas conseguiu uma tutela antecipada que impede o Banco de Brasília (BRB) de interferir na gestão e governança de fundos que detêm suas ações, após a transferência de cotas do Banco Master.
A Oncoclínicas (ONCO3) garantiu uma importante vitória judicial ao obter uma tutela antecipada contra o Banco de Brasília (BRB). A decisão liminar proíbe o BRB de interferir na gestão ou governança dos Fundos de Investimento em Participações (FIPs) que detêm ações da empresa, além de impedi-lo de dispor sobre as cotas e ativos desses fundos. O BRB possui uma participação significativa de 8,68% nas ações da Oncoclínicas, equivalente a 98,3 milhões de ações, que foram transferidas após a liquidação extrajudicial do Banco Master.
Essa medida judicial é crucial para a Oncoclínicas, pois busca proteger sua estrutura de governança e evitar possíveis desestabilizações decorrentes da entrada do BRB como acionista relevante. Embora a decisão seja liminar e passível de recursos, ela sinaliza um esforço da empresa para manter a autonomia em seus fundos. No mercado, as ações da Oncoclínicas reagiram com uma queda de 2,7% no pregão de terça-feira, fechando a R$2,49, refletindo a atenção dos investidores aos desdobramentos dessa disputa.