Jeffrey Schmid, do Fed de Kansas City, reconhece o forte crescimento econômico dos EUA impulsionado pela política fiscal, mas adverte que a inflação permanece elevada, próxima de 3%, e o mercado de trabalho apresenta desafios, exigindo cautela.
Jeffrey Schmid, presidente do Federal Reserve de Kansas City, expressou otimismo em relação ao forte crescimento econômico dos Estados Unidos para o ano, atribuindo parte desse desempenho à política fiscal expansionista, incluindo restituições e incentivos fiscais. No entanto, Schmid alertou que, apesar do cenário positivo, a inflação permanece em níveis preocupantes, próxima de 3%, e o mercado de trabalho apresenta desafios, com poucas contratações e demissões, indicando uma desaceleração sem um aumento significativo no desemprego. Ele enfatizou que o Banco Central americano não pode demonstrar complacência diante desses indicadores.
Schmid destacou a importância de monitorar o duplo mandato do Fed – emprego máximo e estabilidade de preços – e ressaltou que, embora haja otimismo com o potencial da inteligência artificial e outras inovações para um ciclo de crescimento não inflacionário, este cenário ainda não é uma realidade. A paralisação do governo dos EUA no final do ano anterior também foi mencionada como um fator que impediu um crescimento ainda mais robusto, sublinhando a complexidade do ambiente econômico atual.