O chair do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, declarou que o banco central dos Estados Unidos está monitorando de perto o setor de crédito privado em busca de potenciais problemas, embora não veja riscos imediatos de contágio sistêmico. Durante um evento na Universidade de Harvard, Powell também abordou a dívida pública dos EUA, afirmando que, embora seu nível atual não seja insustentável, a trajetória de crescimento, que supera a economia, é preocupante. Ele enfatizou a necessidade de reequilibrar as contas públicas para que o crescimento econômico supere o endividamento, alertando para consequências negativas caso não haja ajustes, e reiterou que a responsabilidade por esses ajustes fiscais é do Congresso, não do Federal Reserve.
Powell também destacou os limites do Fed diante de choques de oferta, afirmando que o banco central tem pouco controle sobre tais eventos e que tarifas resultam em aumentos de preços pontuais. Ele afirmou que as expectativas de inflação de longo prazo parecem estar ancoradas, apesar do atual choque de energia, que ele ligou à guerra contra o Irã. O presidente do Fed mencionou que a autoridade monetária ainda avalia o impacto desse novo choque, considerando ser "cedo demais para saber" sua magnitude, e que a política monetária está em uma boa posição para observar os desdobramentos antes de tomar novas decisões.
Em resposta às declarações de Powell e às preocupações com o conflito no Oriente Médio, os Treasuries dos EUA subiram, com os rendimentos dos títulos de dois a sete anos caindo pelo menos 10 pontos-base. Traders passaram a precificar a chance de um corte de juros até o fim de 2026, em vez de uma alta. Grandes fundos de renda fixa e o Goldman Sachs alertam para o risco subestimado de uma desaceleração econômica devido à guerra com o Irã, com a probabilidade de recessão nos EUA subindo para 30%. A guerra no Oriente Médio, que já dura um mês e sem sinais de fim, impulsionou o preço do petróleo WTI, que subia mais de 2% para cerca de US$ 102 o barril, e Donald Trump ameaçou novos ataques à infraestrutura de petróleo e eletricidade do Irã caso um acordo não seja alcançado sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.
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