Mensagens falsas sobre a venda de urânio brasileiro ao Irã voltaram a circular nas redes sociais, mas foram desmentidas por órgãos oficiais e por empresas do setor nuclear.
Alegações falsas de que o Brasil teria vendido urânio ao Irã voltaram a circular intensamente nas redes sociais, em particular no X, em meio ao recente conflito no Oriente Médio. Essas mensagens, que já haviam sido desmentidas anteriormente, ressurgem com o foco no programa nuclear iraniano, gerando desinformação sobre as atividades nucleares brasileiras.
Contrariando as fake news, o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC) confirmaram que não há registros de qualquer transferência de material nuclear do Brasil para o Irã. A Indústrias Nucleares do Brasil (INB), única empresa autorizada a extrair e processar urânio no país, nunca teve negócios com o Irã, e toda a produção nacional é destinada exclusivamente às usinas Angra 1 e 2. O Brasil, como signatário de tratados e acordos internacionais, mantém um compromisso rigoroso contra o fornecimento de material nuclear para fins não pacíficos.