A França planeja fortalecer seu arsenal nuclear e cooperar com países europeus para garantir a segurança do continente, diante das dúvidas sobre o compromisso dos EUA com a defesa da Europa.
A França, por meio do presidente Emmanuel Macron, anunciou planos para reforçar seu arsenal nuclear e intensificar a cooperação com outros países europeus. A medida visa garantir a segurança do continente em um momento de crescentes incertezas sobre o compromisso dos Estados Unidos com a defesa europeia, especialmente após declarações de Donald Trump que questionam a Otan. Macron enfatizou a necessidade de a França ser "poderosa" para ser "livre e temida", em um discurso na base de submarinos de Île Longue.
Como o único país da União Europeia com armas nucleares, a França tem sido instada a considerar a extensão de seu guarda-chuva atômico para proteger o continente. O arsenal nuclear francês, que atualmente conta com 290 ogivas, atingiu seu pico no início dos anos 90 com 540 ogivas. O país possui urânio e plutônio em grau militar suficientes para uma expansão significativa de seu estoque e planeja produzir trítio para ogivas termonucleares, reforçando sua capacidade de dissuasão em um cenário geopolítico volátil.