Um estudo da ARX Investimentos aponta duplicidade e fraudes em benefícios sociais que custarão R$ 550 bilhões em 2026, levando o ministro Fernando Haddad a propor uma reformulação para unificar programas e combater ineficiências.
Um estudo recente da ARX Investimentos revelou que os benefícios sociais no Brasil, com projeção de custo de R$ 550 bilhões em 2026 (4,3% do PIB), enfrentam sérios problemas de duplicidade e fraudes. A pesquisa aponta que a extensa e fragmentada estrutura de gastos sociais, com múltiplas portas de entrada e critérios diversos, resulta em baixa eficiência e facilita irregularidades. Diante desse cenário, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sugeriu uma reformulação completa, propondo a unificação de programas, em uma iniciativa similar à criação do Bolsa Família em 2003.
Essa reformulação é vista como crucial para reequilibrar as contas públicas e conter o crescimento da dívida brasileira. Economistas estimam que o combate a fraudes e a retirada de beneficiários indevidos poderiam gerar uma economia de R$ 50 bilhões anuais, com a mudança nos critérios de acesso economizando mais R$ 50 bilhões, totalizando mais de R$ 100 bilhões por ano. A ausência de uma base unificada de beneficiários é considerada o ponto mais crítico para a implementação de uma reformulação eficaz, apesar de avanços como o CNIS e o CadÚnico.