Benefícios sociais registram duplicidade e fraudes, diz estudo; Haddad fala em reformulação
Um estudo aponta que os benefícios sociais no Brasil, que custarão cerca de R$ 550 bilhões em 2026, apresentam duplicidade e fraudes, levando o ministro Fernando Haddad a propor uma reformulação para unificar programas e combater ineficiências.
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28/02 às 04:00
Pontos principais
- Benefícios sociais no Brasil custarão cerca de R$ 550 bilhões em 2026, equivalente a 4,3% do PIB, segundo estudo da ARX Investimentos.
- O estudo destaca a extensa estrutura de gastos sociais, com múltiplas portas de entrada, critérios diversos e falta de integração, resultando em baixa eficiência e alto volume de fraudes.
- Fernando Haddad, ministro da Fazenda, sugeriu uma nova arquitetura para essas despesas, propondo a unificação de programas, similar à criação do Bolsa Família em 2003.
- Economistas estimam que o combate a fraudes e a retirada de beneficiários indevidos poderiam gerar uma economia de R$ 50 bilhões anuais, e a mudança nos critérios de acesso economizaria mais R$ 50 bilhões, totalizando mais de R$ 100 bilhões por ano.
- A reformulação dos gastos sociais é vista como crucial para reequilibrar as contas públicas, conter o crescimento da dívida brasileira e evitar pressão sobre a taxa Selic.
- O estudo aponta problemas como sobreposição de benefícios (duplicidade), casos de cadastros irregulares (como no Pé-de-Meia) e brechas para fraudes na aposentadoria rural e no BPC.
- A ausência de uma base unificada de beneficiários é o ponto mais crítico para a reformulação, apesar de avanços como o CNIS e o CadÚnico.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Fernando Haddad (ministro da Fazenda)Gabriel Barros (economista da ARX Investimentos, ex-diretor da IFI do Senado)Cléo Olimpio (economista)Matheus Caliano (economista)Luiz Inácio Lula da Silva (presidente)
Organizações
ARX InvestimentosInstituição Fiscal Independente (IFI) do SenadoCongresso NacionalBC (Banco Central)
Lugares
BrasilAmérica LatinaEuropa
