As negociações para as eleições de 2026 estão avançadas, com partidos articulando diferentes tipos de alianças eleitorais, como coligações, federações e apoios informais, para maximizar recursos e tempo de propaganda.
As articulações políticas para as eleições de 2026 já estão em pleno vapor no Brasil, com os principais atores buscando definir as melhores estratégias de alianças. De um lado, o presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT) intensificam as negociações para atrair partidos de centro, visando ampliar sua base de apoio. Do outro, a oposição, encabeçada por Flávio Bolsonaro e o Partido Liberal (PL), trabalha para replicar as alianças que obtiveram sucesso em pleitos anteriores. A disputa envolverá a presidência, governos estaduais e 54 cadeiras do Senado.
Nesse cenário, a compreensão das diferentes modalidades de alianças é crucial. As coligações, uniões temporárias para cargos majoritários, permitem a soma de recursos e tempo de propaganda eleitoral, mas duram apenas o ano da eleição. Já as federações impõem uma união mais duradoura, de no mínimo quatro anos, exigindo que os partidos atuem como um bloco único e lancem os mesmos candidatos em todo o país. Há ainda os apoios informais, que, embora não registrados na Justiça Eleitoral e sem somar recursos, podem acarretar punições por infidelidade partidária. A flexibilidade da lei eleitoral permite que os partidos formem alianças distintas em níveis nacional e estadual, adaptando-se às realidades locais.