Mesmo com a queda das ações do Mercado Livre após o balanço do 4T25 e margens pressionadas, o Itaú BBA reitera recomendação de compra, apostando na consistência do crescimento e na tese de longo prazo.
O Mercado Livre viu suas ações caírem significativamente após a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025, com os BDRs recuando até 11,6%. Apesar da pressão sobre as margens, o Itaú BBA manteve sua recomendação de compra para a empresa, destacando o crescimento consistente e a solidez da tese de longo prazo. O banco reduziu o preço-alvo para US$ 2.600, mas ainda vê um potencial de valorização de 47%, atribuindo a queda a fatores não recorrentes e investimentos estratégicos.
A pressão nas margens foi impulsionada por custos logísticos elevados, maiores gastos com marketing e a menor rentabilidade do modelo 1P. No entanto, o BBA considera os altos investimentos em logística e centros de fulfillment no Brasil, México e Argentina como temporários e cruciais para o ganho de participação de mercado. Adicionalmente, a carteira de crédito do Mercado Livre mostrou resiliência, com melhora na inadimplência acima de 90 dias e expansão do cartão de crédito, reforçando a confiança na capacidade de geração de lucro da companhia a longo prazo.