Um estudo da Galapagos Capital indica que o Brasil tem potencial para ser um "celeiro global de processamento de dados", impulsionado por energia limpa e um novo marco regulatório, em meio à crescente demanda por infraestrutura digital.
Um estudo recente da Galapagos Capital destaca o Brasil como um potencial "celeiro global de processamento de dados", impulsionado por suas vantagens estruturais e um cenário regulatório favorável. A crescente demanda mundial por infraestrutura digital, especialmente data centers, que deve alcançar 219 GW até 2030, posiciona a América Latina como um hub estratégico para essa expansão. Grandes empresas de tecnologia, conhecidas como hyperscalers, já estão acelerando investimentos na região devido à demanda geracional por serviços em nuvem e inteligência artificial.
O Brasil se sobressai com atributos como uma matriz energética predominantemente renovável, custos de eletricidade competitivos, um grid interligado e robusta conectividade via cabos submarinos. Iniciativas governamentais como a Política Nacional de Data Centers (PNDC) e o programa ReData, que visa a desoneração fiscal de equipamentos, são fundamentais para fortalecer a competitividade do setor. Atualmente, o país já abriga 189 data centers, com projeção de crescimento do mercado de US$5,3 bilhões em 2024 para US$7,1 bilhões até 2029.