Brasil pode ser celeiro global de processamento de dados, avalia Galapagos Capital
Um estudo da Galapagos Capital aponta que o Brasil tem potencial para se tornar um "celeiro global de processamento de dados", impulsionado por vantagens estruturais como energia limpa e um novo marco regulatório, em meio à crescente demanda por infraestrutura digital globalmente.
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26/02 às 13:53
Pontos principais
- A América Latina, com destaque para o Brasil, é vista como um hub natural para a expansão de infraestrutura digital, especialmente data centers.
- A demanda global por capacidade de data centers deve atingir 219 GW até 2030, com o mercado de serviços em nuvem e IA superando trilhões de dólares.
- Grandes empresas de tecnologia (hyperscalers) estão acelerando investimentos em infraestrutura digital devido à demanda geracional impulsionada pela nuvem e IA.
- O Brasil possui atributos raros para data centers, como energia predominantemente renovável, preços de eletricidade competitivos, grid interligado e conectividade por cabos submarinos.
- A Política Nacional de Data Centers (PNDC) e o programa ReData, que prevê a eliminação de impostos federais sobre equipamentos, são cruciais para a competitividade do setor no Brasil.
- Chile, México e Colômbia também são mapeados como mercados-chave na região, com vantagens como excedente de energia renovável e incentivos fiscais.
- O Brasil já abriga 189 data centers, com 70% no Sudeste, e seu mercado deve crescer de US$5,3 bilhões em 2024 para US$7,1 bilhões até 2029.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Carlos Parizotto (sócio e responsável pela área de banco de investimentos da Galapagos Capital)
Organizações
Galapagos CapitalAlphabetMetaMicrosoftAmazonReutersMinistério da Fazenda
Lugares
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