O sistema eleitoral proporcional brasileiro, usado para deputados, distribui cadeiras primeiramente aos partidos com base no quociente eleitoral e partidário, e só depois aos candidatos mais votados, explicando por que nem sempre o mais votado é eleito.
O sistema eleitoral proporcional no Brasil, aplicado nas eleições para deputados federais, estaduais e distritais, é fundamental para a composição do Legislativo. Diferente do sistema majoritário, ele prioriza a representação dos partidos e federações. A distribuição das cadeiras ocorre em duas fases: inicialmente, calcula-se o quociente eleitoral para determinar quantos votos são necessários para uma cadeira, e o quociente partidário para definir quantas cadeiras cada legenda conquista. Somente após essa etapa, os candidatos mais votados dentro dos partidos que atingiram o quociente eleitoral e uma votação mínima individual de 10% do quociente eleitoral são eleitos.
Essa metodologia pode gerar situações onde candidatos com muitos votos não são eleitos se seu partido não alcançar o quociente necessário, enquanto outros com menos votos podem ser eleitos devido ao bom desempenho de sua legenda. Ao votar para deputado, o eleitor não apenas apoia um candidato, mas também contribui para fortalecer a representação do partido no parlamento, influenciando diretamente a composição política e a governabilidade.