Lideranças governamentais, sociedade civil e acadêmicos da América Latina se reúnem em Brasília para discutir a criação de uma rede permanente de cooperação para promover a alfabetização na idade certa e superar desigualdades regionais.
Lideranças governamentais, membros da sociedade civil e acadêmicos de diversos países da América Latina estão reunidos em Brasília para debater a criação de uma rede permanente de cooperação técnica focada na alfabetização na idade certa. O evento, intitulado "Encontro Internacional Alfabetização, Equidade e Futuro", busca fortalecer a democracia e ampliar as oportunidades de uma vida adulta digna e produtiva por meio da educação, combatendo o que o ministro interino da Educação do Brasil, Leonardo Barchini, descreveu como as "cicatrizes profundas da história da colonização" e a "tragédia do analfabetismo".
Durante o encontro, o modelo brasileiro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) foi apresentado, que visa alfabetizar crianças até o final do 2º ano do ensino fundamental. Em 2024, o Brasil atingiu 59,2% de alfabetização infantil, próximo da meta de 60% para o ano, com um objetivo de 80% até 2030. Representantes de países como Argentina, México, Peru e Uruguai compartilharam suas experiências e desafios, destacando a importância da valorização de línguas indígenas e a necessidade de políticas de Estado duradouras. A alfabetização digital também foi identificada como um desafio crucial, que deve ser integrada à alfabetização tradicional.