Engie avalia minerar bitcoin em maior usina solar do grupo no Brasil após perdas
A Engie considera instalar baterias ou data centers para mineração de bitcoin em sua usina solar Assú Sol, no RN, visando mitigar perdas por cortes de geração de energia.
Pontos principais
- A Engie avalia a instalação de baterias ou data centers para mineração de bitcoin em seu complexo solar Assú Sol, no Rio Grande do Norte.
- O complexo Assú Sol, com 753 MW, é a maior usina solar da Engie globalmente e representa um investimento de R$3,3 bilhões.
- A medida busca reduzir os cortes de geração de energia (curtailments) que impactam negativamente o retorno do projeto e o setor renovável brasileiro.
- Os cortes de geração são um problema crescente devido à sobreoferta de energia renovável no país, impulsionada por incentivos e o 'boom' da geração distribuída.
- A Engie não planeja novos investimentos em capacidade solar no Brasil até que as distorções do mercado de geração sejam corrigidas.
A Engie, gigante do setor de energia, está explorando a possibilidade de instalar baterias ou data centers para mineração de bitcoin em seu complexo solar Assú Sol, localizado no Rio Grande do Norte. Esta iniciativa surge como uma estratégia para mitigar as perdas financeiras causadas pelos crescentes cortes de geração de energia (curtailments) que afetam o setor renovável brasileiro. O complexo Assú Sol, com 753 MW de capacidade e um investimento de R$3,3 bilhões, é a maior usina solar da Engie em nível global.
Os cortes de geração são um problema crescente no Brasil, impulsionados pela sobreoferta de energia renovável e pelo 'boom' da geração distribuída solar, que têm impactado negativamente o retorno de projetos como o Assú Sol. Embora a solução de mineração de bitcoin não seja de curto prazo, a Engie busca criar demanda local para a energia excedente e não planeja novos investimentos em capacidade solar no Brasil até que as distorções do mercado sejam corrigidas.
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