A Bolsa de Energia no Brasil é um projeto liderado pela N5X para criar a primeira bolsa de negociação de contratos futuros de energia elétrica no país. A iniciativa visa reconfigurar o mercado, atualmente baseado em transações bilaterais, introduzindo uma contraparte central para aumentar a liquidez e segurança das operações, além de oferecer um mecanismo de hedge mais eficaz. Após a quebra de comercializadoras em 2023, a necessidade de uma estrutura mais organizada se tornou evidente, e a N5X aguarda aprovações do Banco Central e da CVM para iniciar as operações, com expectativa de negociar mais de 1.000 TWh anualmente em futuros.
A Bolsa de Energia no Brasil refere-se a um projeto para a criação da primeira bolsa de negociação de contratos futuros de energia elétrica no país. A iniciativa, liderada pela N5X, uma joint venture entre um fundo apoiado pela B3 e a Nodal Exchange (parte da European Energy Exchange - EEX), busca reconfigurar o mercado de comercialização de energia, que atualmente opera majoritariamente por transações bilaterais e difusas. O objetivo é introduzir uma contraparte central e aumentar a liquidez e segurança das operações, oferecendo um mecanismo de hedge mais eficaz para os participantes do mercado.
O projeto para a criação de uma bolsa de energia no Brasil foi gestado a partir de 2023 pela N5X. A necessidade de uma estrutura mais organizada e segura para a comercialização de energia elétrica tornou-se evidente após a quebra de diversas comercializadoras em 2023, o que levou à saída de importantes players do mercado, como CPFL e CTG Brasil. Atualmente, as transações de energia são realizadas por meio de negociações bilaterais, muitas vezes informais, ou através de plataformas como o Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE), que, embora negocie contratos físicos e derivativos, apresenta baixa liquidez para estes últimos. A N5X já opera uma plataforma para negociações de contratos com entrega física de energia, mas entende que a introdução de contratos futuros e uma clearing (contraparte central) são essenciais para o aumento da liquidez e garantia das operações. A empresa submeteu pedidos ao Banco Central (para a instituição da contraparte central) e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para ofertar futuros de energia, aguardando aprovações para iniciar as operações. A expectativa é que, nos primeiros anos, a bolsa possa negociar mais de 1.000 TWh anualmente em futuros, superando o consumo anual do Brasil e da Alemanha.